Archive for August, 2008

Mon Beau Membre asinin

August 28, 2008

Tes mains introduiront mon beau membre asinin
Dans le sacré bordel ouvert entre tes cuisses
Et je veux l’avouer en dépit d’Avinain
Que me fait ton amour pourvu que tu jouisses

Ma bouche à tes seins blancs comme des petits suisses
Fera l’honneur abject des suçons sans venin
De ma mentule mâle en ton con féminin
Le sperme tombera comme l’or dans les sluices

O ma tendre putain tes fesse ont vaincu
De tous les fruits pulpeux le savoureux mystère
L’humble rotondité sans sexe de la terre

La lune chaque mois si vaine de son cul
Et de tes yeux jaillit quand tu les voiles
Cette obscure clarté qui tombe des étoiles

Guillaume Apollinaire (1880-1918)

Hoje

August 27, 2008

Hoje, sou sua (re) presa.

Cio da Lua

August 26, 2008

 

E a lua esta no cio…

Meus pensamentos são insistentes

eles surgem ao cair da noite organica viva

até a lua entra no cio, pervertida e sacana.

Deliciosamente lasciva

È no escuro do quarto que eles me rondam,

me tomam de assalto,

me possuem sem pudor

com violência me estupram

e eu viro..

Açúcar

arte

Gosto

ácido

Saliva

nucleo

Feito

fetiche

Sexo

elo

Prazer

reflexo

Afeto

affair

Desejos

fricções

 

E me entrego nas suas mãos

me deixo ir no turbilhao, no furacao

que me levem aonde quiserem

que me torturem que façam doer com prazer.

Sem pedir licença

e eu me deixo nessa noite ser sua puta

poros ardentes

vadia mansa, quase faço cara de santa

vem!!!

Acalma meu corpo

E me lava com água benta

Maus pensamentos

August 25, 2008

 

Meus pensamentos são insistentes

eles surgem do nada

eles vem de tudo

não importa

eles me acompanham

pervertidos, sacanas,

maus, deliciosamente

lascivos.


È no escuro do quarto que eles me rondam

me tomam de assalto

me possuem sem pudor

com violência me estupram


E eu me largo em suas mãos

me deixo ir no turbilhao, no furacao

que me levem aonde quiserem

que me torturem com muito prazer


Eles me tomam por uma putinha qualquer

Fazem isso comigo sem o menor pudor

sem pedir licença

mas eu deixo

Ele quer assim.

(ana.mmk)

Realidade

August 25, 2008

 

Em ti o meu olhar fez-se alvorada

E a minha voz fez-se gorgeio de ninho…

E a minha rubra boca apaixonada

Teve a frescura pálida do linho…

Embriagou-me o teu beijo como um vinho

Fulvo de Espanha, em taça cinzelada…

E a minha cabeleireira desatada

Pôs a teus pés a sombra dum caminho…

Minhas pálpebras são cor de verbena,

Eu tenho os olhos garços, sou morena,

E para te encontrar foi que eu nasci…

Tens sido vida fora o meu desejo

E agora, que te falo, que te vejo,

Não sei se te encontrei… se te perdi…

(Florbela Espanca )

Invasões Bárbaras e o BDSM – 2

August 22, 2008

 

Invasões Barbaras 2

 

 

Pensar sobre o que não é BDSM ou quem não é, por definição nos faz pensar no que é, e em quem é BDSM. Olhando o cenário de comunidades, chats e listas de discussões esse assunto é sempre presente porque, ele serve justamente para criar definições e marcar fronteiras.

 

Há duas formas de tentar abordar esse assunto: uma interior ao próprio grupo BDSM, já tão bem abordados por muitos praticantes ,incluindo e agradecendo os comentários de Dom Tormentos, Mestre Borg e Lord Addam , aqui. Outra maneira, que me proponho, é ver de fora do território BDSM. São visões que podem se complementar posto que uma é gerada visceralmente pelo próprio grupo e outra pode se prevalecer de alguma objetividade pelo distanciamento sem perder o foco.

 

Retornando ao conceito de “limite” e todo o simbolismo que ele carrega no BDSM. Os limites são pessoais e a pratica sadomasoquista está baseada na transgressão e superação de limites interiores, daí nascem as D/s e as relações puramente Sado/masoquistas.Ate onde se pode ir, até onde suportamos ir, ate onde esta o limite pessoal. A questão do limite é um dos pontos iniciais de qualquer conversa entre Dominadores(as) e submissos(as) ou Sadicos e masoquistas, entendendo sempre que irão pautar o interesse na continuidade de uma conversa em vistas a uma relação BDSM.

Se os limites pessoais, sobretudo das(os) submissas(os), no caso da D/s, forem poucos desafiadores, por demais restringentes, não apontarem algo do interesse do Dominador, a “conversa” é abortada rapidamente. Portanto, falamos muito de limites, pensamos muito sobre nossos limites e como fazer uma interface entre eles.. Intimamente, submissas e Dominadores,sadicos, masoquistas buscam superar limites.

 

Por outro lado, possivelmente tanto introjetamos essa idéia, do que pode ou não, do que é limite e do quão possivel é rompe-los, que podemos projeta-los para fora de uma relação e propositalmente ou não, apontamos os limites de nosso grupo ( chamo aqui de grupo, os praticantes sadicos e/ou masoquistas que tem como referencial o conjunto de noções que consensualmente identificamos como BDSM ).

 

Esse grupo tem limites claros e ao mesmo tempo difusos, porque são estruturados coletivamente numa dinâmica sistematica de discussões e textos. Os pontos em que nos baseamos para construir um discurso articulado sobre BDSM são muitos.

 

O próprio Sadomasoquismo não se realiza plenamente porque esta atrelado à estrutura de uma sociedade onde ele, o SM, é visto como desviante e carrega estigmas por isso. Internamente, os limites que um sadico se propoe por exemplo, tambem o contêm nos quadros da moralidade, da sanidade e da consensualidade. Há fantasias de praticas e desejos puramente sadomasoquistas que se limitam ao âmbito da fantasia e dele não podem sair. Se são instintos, exigem sua domesticação para que por outro lado, o sadico/masoquista possa ter uma identidade social compativel e aceitavel fora desse grupo. Portanto o tempo todo, lidamos com fronteiras entre ter uma identidade sadomasoquista dentro de um grupo que assim se define e ter uma identidade social mais ampla, preservando-a de estigmas.

 

Outro aspecto que insistentemente se coloca é a questao da massificação, da banalização, do modismo em ser BDSM. Sem duvida , a internet é um mar amplamente navegavel e certamente se nos colocam tags de sexo, perversão, conteúdo adulto, atraímos muito mais curiosos aos nossos espaços virtuais. Muitos certamente olham com curiosidade momentanea e levam seu mouse a outros cliques, outros se detem um pouco e buscam informações, porque afinal, estamos num mundo de informações e alguns vem ali a identificação de seus anseios, desejos, fantasias, perversões ou ate a “solução” para questões que possivelmente se resolveriam em outras paragens.

 

Não há como impedir. Estamos expostos e ate que ponto somos permeáveis à curiosidade alheia. Uns criam perfis, se inserem virtualmente aqui ou ali e acreditam que são acolhidos com generosidade. Parece esse o caminho das invasões bárbaras. Portanto, qual a fragilidade em nossa muralha que permite invasões? Seria a constante exposição? Talvez, mas não importam as hordas bárbaras porque, lembrando o texto de Dom Tormentos “BDSM- Fronteiras” ( publicado na comunidade Piratas BDSM,no Orkut) estamos em mundo intermediario entre a “normalidade baunilha” e a “patologia psicotica”. O “bárbaro” explora nossa território mas não permitimos que mudem as ruas, as estátuas de lugar ou derrubem árvores de nossas praças. È dentro do meio BDSM que travamos a batalha dos limites e sejam quais forem os limites, dos mais intimos ao mais públicos.

 

È dentro do grupo que os “bárbaros” transitam e são assimilados ou não. Se descobrem parte desse mundo ou não, a retirada virá, voluntária ou compulsoriamente, através dos estigmas que criamos sobre os “bárbaros” que nos rodeiam.

 

Mas estigmas da outro texto e acho que Goffman ajudará a pensar.

Alta Tensão

August 21, 2008

eu gosto dos venenos mais lentos
dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes
e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo
passar
eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há
e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.

(bruna lombardi )

Corisco

August 21, 2008

Vem pra cá cavalo doido
que eu vou te beber todo
atravessa esse meu fogo
de cabeça
Que cresça a tua vontade
que seja feita a tua vaidade
nessa terra de homens e mistério.
te quero
na relva molhada
me quero ver derrubada
me transpassa
a arco e flecha
lança e mordaça.
Te fecha o trinco
Te tranca
barra a passagem. Espanta
a última solidão que te ameaça
– que o ritual comece –
(ah se eu fosse se eu pudesse)
que esse tal de amor se faça.
Vem pra cá cavalo doido
que eu vou te fazer a festa
que eu vou conhecer a tua raça
Cigano. Mestiço.
Teu pulso arisco
o risco do teu jugo
o perigo de tua caça
eu arrisco.
Me faça que eu fico contigo
me cobre no dia da graça

(bruna lombardi )

Caçada

August 20, 2008

 

 

 

Não conheço seu nome ou paradeiro
Adivinho seu rastro e cheiro
Vou armado de dentes e coragem
Vou morder sua carne selvagem

Varo a noite sem cochilar, aflito
Amanheço imitando o seu grito
Me aproximo rondando a sua toca
E ao me ver você me provoca

Você canta a sua agonia louca
Água me borbulha na boca
Minha presa rugindo sua raça
Pernas se debatendo e o seu fervor

Hoje é o dia da graça,
hoje é o dia da caça e do caçador

Eu me espicho no espaço feito um gato
Pra pegar você, bicho do mato
Saciar a sua avidez mestiça
Que ao me ver se encolhe e me atiça

E num mesmo impulso me expulsa e abraça
Nossas peles grudando de suor

Hoje é o dia da graça,
hoje é o dia da caça e do caçador

De tocaia fico a espreitar a fera
Logo dou-lhe o bote certeiro
Já conheço seu dorso de gazela
Cavalo brabo montado em pelo

Dominante, não se desembaraça
Ofegante, é dona do seu senhor

Hoje é o dia da graça,
hoje é o dia da caça e do caçador

 

Composição: Chico Buarque

Gato e rato ou…

August 18, 2008

 

Os olhares se cruzam

se desafiam

mergulham um no outro

no estudo dos movimentos

na intenção do bote

na proposta da fuga

com  força e fragilidade

um gato e um rato

 

Um predador a espreita

uma presa alerta

 

ana.mmk