Archive for September, 2008

Palavras frutas….

September 29, 2008

 

 

Segunda-feira e  começa a  semana. Com  sol e  com um pouquinho  de  calor.

Começo  a  semana  de bem  com meu masoquismo, outras  coisas  me alimentam, procuro me  bastar no limite  do  self. Expressar  coisas em palavras é um exercício  recente que ainda  rascunho  com mão imprecisa como quem desenha letras.Nao  sei porque  estou  escrevendo  isso mas  quero que palavras  fluam, o sentido pouco importa, mas elas precisam  sair  de mim, me possuirem  ainda que de  forma caótica num fluxo intermitente, mas que transbordem, numa inundação desgovernada, que  carregue barrancos,  arvores, raizes  e  façam  flutuar  troncos e  galhos  de uma paisagem bem desenhada.

Não  domino a  escrita mas  quero que ela me  domine.Não  escrevo a  ninguém, não  escrevo para mim, só  guardo em minha  caixinha  pedaços de  minhas possessões pela palavra. Incorporações, encarnações, canalizações de  ditos, que nao  cobro coerencia, mas os  deixo  com  vida própria, ocuparem a  tela, conduzir meus  dedos no  teclado e atropelar meus pensamentos.

Como aluna  aplicada,  com  devoção, me  subordino as palavras nao  domesticadas, que  saiam  selvagens e primitivas, que  exponham a  ancestralidade de  suas  existências num vocabulário que aprendo desde  sempre. Que  fluam, que  alcancem  sua  existência  fora  de mim.

Palavras-frutas, verdes e imaturas mas que  nascem  depois  de muito  tempo  de germinada a  semente, de  crescimento, de  florescencia e  que amadureçam, amarelem, tornem-se  tenras, saborosas,  aromaticas com  a  mesma languidez  e    voluptuosidade que , de alguma  forma, as  fecundaram numa  estufa fechada que se areja na primavera.

(acabou o transe )

Carpet Crawlers

September 28, 2008

He returns from his mixed-up memories to the passage he was previously stuck in. this time he discovers a long carpeted corridor.

There is lambswool under my naked feet.
The wool is soft and warm,
– gives off some kind of heat.
A salamander scurries into flame to be destroyed.
Imaginary creatures are trapped in birth on celluloid.
The fleas cling to the golden fleece,
Hoping theyll find peace.
Each thought and gesture are caught in celluloid.
Theres no hiding in my memory.
Theres no room to avoid.

The walls are painted in red ochre and are marked by strange insignia, some looking like a bulls-eye, others of birds and boats. further down the corridor, he can see some people; all kneeling.
Broken sighs and murmurs they struggle, in their slow motion to move towards a wooden door at the end. having seen only the inanimate bodies in the grand parade of lifeless packaging, rael rushe
Talk to them.

The crawlers cover the floor in the red ochre corridor.
For my second sight of people, theyve more lifeblood than before.
Theyre moving in time to a heavy wooden door,
Where the needles eye is winking, closing in on the poor.
The carpet crawlers heed their callers:
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out.

Whats going on? he cries to a muttering monk, who conceals a yawn and replies its a long time yet before the dawn. a sphinx-like crawler calls his name saying don
K him, the monk is drunk. each one of us is trying to reach the top of the stairs, a way out will await us there. not asking how he can move freely, our hero goes boldly through the door.
D a table loaded with food, is a spiral staircase going up into the ceiling.

Theres only one direction in the faces that I see;
Its upward to the ceiling, where the chambers said to be.
Like the forest fight for sunlight, that takes root in every tree.
They are pulled up by the magnet, believing theyre free.
The carpet crawlers heed their callers:
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out.

Mild mannered supermen are held in kryptonite,
And the wise and foolish virgins giggle with their bodies glowing
Bright.
Through a door a harvest feast is lit by candlelight;
Its the bottom of a staircase that spirals out of sight.
The carpet crawlers heed their callers:
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out.

The porcelain mannikin with shattered skin fears attack.
The eager pack lift up their pitchers – they carry all they lack.
The liquid has congealed, which has seeped out through the crack,
And the tickler takes his stickleback.
The carpet crawlers heed their callers:
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out
Weve got to get in to get out.

re(sentidos)

September 27, 2008

renov(ar)

renascer

recompor

recuperar

reprogramar

rebater

reivndicar

reescrever

revelar

repensar

reconquistar

refazer

rever

reelaborar

resquicios

re(sentidos)

Surpresas

September 26, 2008

 

Ele ligou confirmando a sessao. Ela antecipou,erradamente como sempre fazia, o que poderia ser. Como seria, que semelhanças e diferenças haveira das anteriores. Como sempre, ansiosa por demonstrar sua submissão. O dia no trabalho foi atribulado e enquanto lhe falavam de assuntos técnicos seus pensamentos se antecipavam, se perguntando o que aconteceria mas certa de que seria como sempre tinha sido, muito bom. Enquanto assinava documentos e dava ordens a secretária, sentia um desejo enorme de surpreende-lo, de mostrar-se Dele e lhe mostrar sua vontade de entrega.

Ela vislumbrou uma cena, cheiros, musica, um caminho de luzes e petalas para recebe-lo ,como que conduzindo-o em festa ao seu lugar. Ela o esperaria de joelhos, venerando-o como se deve fazer a quem merece uma entrega. Simbolismos traçados com pequenas coisas mas ela sabia que ele entenderia pelo cenário muito mais do que seria capaz de dizer com palavras,por mais tolo que tudo pudesse parecer.

Avisou a secretária que iria ao banco, saiu apressada, comprou trinta velas pequeninas, delicadas, num calculo rapido de quantas seriam necessárias para traçar o caminho Dele. Procurou por flores, pensou em petalas e numa caixa cheia de petalas coloridas e algumas frescas e outras murchas, escolheu uma a uma, preferindo as brancas e vermelhas, com cuidado, sem pressa, sem dúvida. Certa de que cada detalhe seria importante num conjunto que traria harmonia e encantamento após dias tão atribulados. Faltava um perfume, algo instigante que se somaria ao de seus corpos, ao de seu cio. Enfim, encontrou o que parecia apropriado e, durante, esse tempo por nem um minuto deixou de pensar em agrada-lo.Mas faltava musica, um som especial, que mexesse com sentidos, que invadisse ambiente e fantasias. selecionou algo especial no i-Pod, conseguiu caixas de som. Voltou ao trabalho, continuou sua tarde.

Sorriu feliz quando o telefone tocou, ele estava próximo, tudo conforme o planejado. Arrumou uma desculpa qualquer para sair, juntou as partes de sua oferenda e foi ao encontro Dele. Ansiava para por em pratica sua fantasia, criar sua cena de submissa, de presa, de fêmea e ver nos olhos Dele um lampejo de surpresa e esperava muito, tambem de satisfação.

O trânsito caótico do final da tarde retardava o encontro mas multiplicava sua ansiedade, a surpresa nao seria so Dele.

Ao ve-lo ela sorriu. Ele também tinha seus planos. Tambem queria surpreende-la e tambem ansiava por um encontro. Sua voz parecia normal e num to casual propos jantarem, conversarem, porque ela nao teria muito tempo. Nao teria…..ela tinha tempo e ele tinha fome e cansaço.

Ela lamentou pela surpresa e ele,curioso como uma criança, se propos a retomar o velho planejamento, mas já era exatamente um antigo plano, pareceria indelicado retoma-lo quando ele estava cansado e com fome. Seguiu pela rua em direção ao restaurante, pensando agora o que fazer com as pétalas, as velas, o incenso e sua vontade de surpreende-lo. Chegaram ao restaurante, estacionou o carro e ali, na sarjeta ela deixou toda sua fantasia. O jantar foi breve. O tempo certo em que outra cena se desenrolava em outro lugar, monitorada pelo celular. Mas ambas tinham muitas diferenças e uma semelhança. Ela o deixou na esquina,como ele desejava. Olhou o relógio do carro, vinte e duas horas e pensou em como surpreender-se a si mesma.Por que esse foi o desejo Dele.

Matando as saudades

September 25, 2008

 

Oi, meu   amigo  blog,  nao  resisti  e passei pra matar  saudades  só. Ainda  nao  tenho nada   para  dizer nao. Sem palavras. Saturada  de ouvi-las  e  dize-las, nao  quero  ainda  escreve-las rs

So passei pra  deixar uma  beijoca, meu  amigo.

tua  dona ( mas  tu nao é  sub )

Blog fechado

September 22, 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Blog,  to me  despedindo   de  voce. Voce  tinha um propósito ,  de guardar minhas  coisas  e  continuo  confiando  que  voce  vai  tomar  conta pra mim. Mas eu nao  quero falar  aqui por  enquanto.Pode  durar muito pode  durar pouco,nao  sei.

Um amigo me  dizia  que  tudo  pra mim é  2 mais  2 tem que  ser  sempre 4. È, ainda nao  cheguei no dois mais  dois  sao  cinco. Matei  essa  aula.Ou  é uma  coisa ou outra. Ambiguidades, são  complicadas,perigosas, estranhas,  super  bizarras,fala  serio.

Eu so nao  quero mais brincar  com  voce, perdoa  amigo, por um tempo  ta. Vou ali ,tomar um  ar, olhar  a paisagem,  ver o  tempo depois  eu  volto.Mas deixa  eu  respirar, me  entender. Nao  quero  entender ninguém  e  sinceramente,  desisti de  achar  que alguem possa me  entender.

Mas  contigo  eu  tinha  que  falar  de BDSM,ne,  foi nosso  trato, eu  vou cumprir. Pois, amigo blog, ser submissa é muito  complicado, nao é pelo óbvio nao,pelo preconceito  de lerem  a  gente  sempre da mesma  forma,  saídas  do mesmo  molde,saca. Ah,  submissas fazem  cobranças indevidas,  baunilhas, são ciumentas, blablabla. Sei…ah,ta. Afinal, nos  dizem, morrem pela  boca,porque  falamos,ora. Então  vamos  combinar  assim, migao, boca  fechada,  passa o  ziper  aí.

Entao, amigo, até mais, você por  hora fica  quietinho, nao  vou mais  te  encher  de poesias,  de  textos, de  reflexões, vou me  calar.

Beijos, um dia  eu  volto.

tua  dona  (  hum….mas  vc nao é  sub, é  meu   amigo , viu, sempre  te  tratei  bem….smuuackkk )

Qualquer lugar

September 21, 2008

 

 

Vou emprestar meu corpo pra você pra mim

E que possa me ver através de você

E são seus olhos que me guiam nesses dias

E seu calor é todo sangue em minhas veias

Eu quis parar o sol ao meio dia

E dar um mundo pra você

Vou emprestar meu corpo e o cobertor

Me aquecendo sempre através de você

E são seus olhos que me guiam nesses dias

E seu calor é todo sangue em minhas veias

Eu vi o sol parando ao meio dia

A gente sabe tudo pode acontecer

Pode ser sol e lua

A natureza muda, se você quiser

A minha casa é sua, eu vivo pela rua

Posso te encontrar

Vou emprestar meu corpo e o cobertor

Me aquecendo sempre através de você

E são seus olhos que me guiam nesses dias

E seu calor é todo sangue em minhas veias

Eu vi o sol parando ao meio dia

A gente sabe tudo pode acontecer

Pode ser sol e lua

A natureza muda se você quiser

A minha casa é sua eu vivo pela rua

Posso te encontrar

O medo é sombra pura

 (…)

Em menos de um segundo

Descemos do mundo pra qualquer lugar

 

Lo  Borges

What a night !!!

September 21, 2008

 

 

Hoje,nessa noite equatorial,

eu peguei o trem azul,

trem de doido,

olhei pela fresta desta janela,

vi uma nuvem cigana,

passei na feira moderna,

escrevi para Lennon e Mc Cartney

 porque eles nao sabem do lixo ocidental

e eu sou da america do sul,

sou do mundo,

sou minas gerais.

E na paisagem na janela,

um girassol da cor dos meus cabelos.

Nada será como antes

porque também me chamavam sonhos

e sonhos não envelhecem.

 

 

 

( parceria ,hein…)

3 da manhã

September 20, 2008

 

São  3  da  manha.  Acordada por que adoro  a noite, o  silencio,  a casa  vazia, parece  que os neuronios  se alvoroçam  e  é  meu  melhor momento.Adoro  a  madrugada, ela é  longa, nao  tem  hora marcada, é um lapso  de  tempo,  so isso. Meu  tempo comigo. Só meu  e onde  sou  só minha, nao me  divido  com nada  nem  com ninguém. Ficou  tudo na luz  do  dia e  na madrugada  sou  dona  absoluta  dos meus minutos, dos meus pensamentos, das minhas vontades.De  dia eles  adormecem  no  trabalho, na  casa, nos  compromissos, mas  despertam  na  madrugada  e juntos, somos  intensos.

BDSM e baunilhagem

September 19, 2008

 

Vamos falar de BDSM e ….baunilhagens. Sim, BDSM e baunilhagens. Lendo por ai os textos BDSM nos foruns BDSM, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Os grandes textos que discutem no estilo manual as relações entre Tops e bottoms sugerem um ambiente em que o baunilha não existe e os sentimentos devem ser de admiração, respeito, veneração, entrega , satisfação, orgulho, dignidade, cuidar. São esses os “sentimentos” SM,mas tem um porém, nascemos e vivemos num mundo baunilha, temos outras relações baunilhas entendendo baunilha o que nao é SM.

Talvez seja um desafio numa relação BDSM, não baunilhar , no entanto, parece uma falsa charada. Por que olhando em volta, vê -se tantos amores, tantos “eu te amo” públicos ou não. O sonho do 24/7 acalentado por tantas subs e bem acolhido por tantos Tops até que ponto não é movido por sentimentos baunilhas. Sem  nehum juizo de  valor, cada um sabe o que melhor lhe  convem e sentimentos  sao terrenos pantanosos.

Posso ter lido em cartilha errada mas entendo que se há de fazer esforço para que tais relações não sejam regidas e interpretadas por conceitos baunilhas. Talvez haja uma diferença entre quem vê no BDSM um estilo de vida e daí parta para construir projetos de vida com parceiros também BDSM e aqueles que separam projetos eróticos, de relacionamentos afetivos. Pensando , acho que essa ultima “posição” parte de um outro pré-suposto, de que a relaçao BDSM pode não comportar sentimentos baunilha necessáriamente. Mas devem invocar outras emoções.

 

È uma distinção perfeita ,no papel, no entanto, difícil por vezes achar o perfeito equilíbrio nisso. Como não ser baunilha mas dar e receber carinho sem que isto seja confundido. Sera que manifestações de carinho é baunilhar, ou, frieza, é ser SM puro.

È complexa, a linha que separa as coisas. As vezes se ve extremos, ou é paixão ou bdsm express delivery.

Afetividade nao é amor, não é paixão, é afeto e é fundamental, até lembrei de uma musica antiga, “se da um beijo da um tiro”…por que não?