Submissas e os anos dourados

Ontem achei um livro super interessante, uma reuniao das colunas que a Clarice Lispector escrevia em jornais com pseudonimos. Colunas femininas dos anos 50 e 60.Um cenário super interessante daquela geração de muheres e de brincadeira, comecei a pegar alguns texto e apenas substituir mulheres por subs, maridos por Donos. Não perde o sentido na maioria das vezes e penso isso sem nenhum juizo de valor. Mas so sugere que as relações homens/mulheres mudam no tempo, ou melhor, o modelo mudou em 40 anos sim, muito porque as mulheres mudaram, em sua maioria porque passaram a ser compulsoriamente engolidas pelo capital e portanto, trabalhadoras e assalariadas passaram a ver o mundo um pouquinho diferente.

Mas qdo a gente volta o olhar para as relações BDSM, nao me intepretem mal, mas reconhecemos os traços de submissão, de dependencia, de recato e comportamentos valorizados hoje, em nós, mulheres do seculo 21, enquanto submissas seja la por que razao for, no meio ambiente BDSM.

Isso sugere que ha atemporalidade num padrao de compotamento? Sugere que homens “pos-modernos” buscam relacionar-se eroticamente com mulheres “pos-modernas” ou o proprio BDSM é tambem pós-moderno, libertário e transgressor? Essa é uma discussão interessante. Ate que ponto o BDSM é ao mesmo tempo conservador e trangressor. Me parece que ele é conservador em seu conceito de relacionamento e que se reflete, numa D\s inclusive em, suas praticas, mas ao mesmo tempo transgressor por que rompe padrões vigentes, rompe limites individuais e permite que cada um se liberte de amarras psicologicas, socias e morais para viver o seu prazer. Claro que essa leitura é rasteira e muito pouco refletida na verdade, é um braim storm express. Mas estou pensando nisso e ao ler o livro e fazer as pequenas trocas de palavras ( que alias estao la no topico Clarice subiando, na comunidade Radio Senzala BDSM 24.7, criada por mim e [{mell}]MAGNO e A_jade, no Orkut ) percebi algumas semelhanças e ca estou eu pensando nisso. rs

2 Responses to “Submissas e os anos dourados”

  1. Lorde Addam Says:

    Penso que o aspecto transgressor do BDSM é o que une os praticantes, é o que partilhamos enquanto grupo. O conservadorismo inerente, falando de modo aqui bem superficial e rasteiro, me pergunto se não tem a ver com as liturgias D/s, pois vejo tanto Tops homens como mulheres agirem dentro desse “anacronismo” que vc propõe, ana.

    De qqr maneira, é realmente estranho ver q os textos perdem bem pouco de seu sentido. Mas notei q trocar Dono por Dona e manter sub tbm dá muito na mesma, viu? *rs*

  2. anammk Says:

    Lorde Addam
    Sim, o texto sugere anacronismos, mas penso o BDSM como conservador em seu conceito e transgressor em suas praticas, mesmo que a nivel pessoal.
    bjs
    ana

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