Humildade

 

 

 

Toda a terra que pisas, eu qu’ria ajoelhada,

Beijar terna e humilde em lânguido fervor;

Qu’ria poisar fervente a boca apaixonada

Em cada passo teu, ó meu bendito amor!

De cada beijo meu, havia de nascer

Uma sangrenta flor! Ébria de luz, ardente!

No colo purpurino havia de trazer

Desfeito no perfume o mist’rioso Oriente!

Qu’ria depois colher essas flores reais,

Essas flores de sonho, entranhas, sensuais,

E lançar-tas aos pés em perfumados molhos.

Bem paga ficaria, ó meu cruel amante!

Se, sobre elas, eu visse apenas uma instante

Cair como um orvalho os teus divinos Olhos!

 

 

 

Florbela Espanca

3 Responses to “Humildade”

  1. pênya Says:

    uhummm tah!!!

    Ela espanca de exageradaaaaaaa
    mas maravilhosa (F)lorbela

    BJO’ss
    saudades
    (sempre)

  2. Amar Yasmine do SENHOR AQUILIS Says:

    Anamadaaaaaaaa… quanto tempo não conversamos, precisamos colocar os assuntos em dia.

    Adoro a Bela Flor Luzitana, seus sonetos são belos. Mas, adoro também os teus poemas, cada dia melhores.

    Doces besos, querida!

  3. anammk Says:

    penya, brigada pela visitinha, ela espanca mesmo ne.

    amar, pois é temos q por os papos em dia mas ando pegando sonetos emprestados ultimamente rs.

    Humildade é uma coisa tao bonita ne, pena de quem nao tem e de quem nao sabe dar valor ao se deparar com cenas de hunildade explicitas rsrs
    bjs

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