Caio e me levanto

Ninguém pode duvidar de que as coisas recaem. Uma pessoa adoece, e de repente numa quarta-feira recai. Um lápis na mesa recai toda hora. As mulheres, como recaem. Teoricamente nada ou ninguém pensaria em recair mas de toda maneira está sujeito, sobretudo porque recai sem consciência, recai como se nunca antes. Um jasmim, para dar um exemplo perfumado. De onde vem a penosa amizade da brancura com o amarelo? O mero permanecer é recaída: o jasmim, então. E não falemos das palavras, essas recaidiças deploráveis, nem dos bolinhos frios, que são recaída certa.

Cortázar, J.algerie mon amour

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