Digo ao senhor, tudo é pacto

 

” (…)  o  demõnio na  rua…viver  é  muito  perigoso:  e  não é  não.  Nem  sei  explicar  estas  coisas. Um  sentir  é  do  sentente , mas  outro é  do  sentidor.  O  que  eu  quero é  na palma  da  minha  mã0  (…)  Ah, pacto  não  houve. Pacto  ?

(…)  Mas  medo,  tenho  mediano, medo  tenho é porém por  todos. È  preciso  de  Deus  existir a  gente , mais  é  do   diabo  divertir a  gente com  sua  dele  nenhuma  existência.

Neste  mundo  tem  maus  e  bons –  todo  grau  de  pessoa. Mas  então, todos  são maus.Mas  mais  então todos  não  serão  bons  ? Ah, para o  prazer  e  para  ser  feliz, é  que é  preciso a  gente  saber  tudo,  formar  alma, na  consciência, para  penar  não  se  carece : bicho  tem  dor  e  sofre  sem  saber  mais porque . Digo  ao  senhor,  tudo é  pacto. Todo  caminho  da  gente  é  resvaloso.   Mas   também, cair  não  prejudica  demais, a  gente  levanta,  a  gente  sobe,  a  gente  volta !”

Rosa,  Guimarães .Grandes  sertões  veredas . pp 312-313
Li  quando menina, li  quando  moça, li  quando  mulher. Ana  vê  o mundo quando escuta Riobaldo.

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