Archive for April, 2010

Assim

April 27, 2010

finos  perfumes,  macia  pele, calor  e desejo para  saciar Aquele  que possui.

Saudades do Harem

April 27, 2010

Tenho saudades do harém

De Bizâncio em Jerusalém

Maldita era cristã

Que me  roubou a  moça nativa

As mulheres em meus altares

Eu vi tantos dessas Berber

Seus sorrisos velados

Através dos  véus  desenhados

Para  agradar, agradar, agradar

Seus olhos, chicoteados cães  fiéis

Esperando um   olhar de macho

Que acolhe sua barriga quente

Como um movimento  de yo-yo

Suas pulseiras, correntes são

Seus colares, são cabrestos

Que cercam o bonito  pescoço

Para abafar seus gritos de ódio

Escuta o chicote, longo assobio

De joelhos a dizer-me obrigado

Prostrada! Sim ! Sim !

Envia o seu olhar insolente

E libera seu indolente  sexo

Para a minha vontade de ferro!

(Tenho saudades do harém)

E eu vou colocá-la na areia

Alma e corpo até a perdida noite

Para pôr fim ao meu tédio

Para te ter submissa

 

Serge Lama

 

Espiando Jardins

April 27, 2010

 

Escuto  muitos  comentários  do  tipo  “BDSM  está  na  moda “,  “chegam  ao  meio  em  busca  de  sexo  fácil ”  e  outras   falas. Sim, muitos  nos  visitam , olham  o  ambiente,  ficam  um pouco  e  se  vão  e  outros  se  acomodam  no  sofá  da  sala.  O  meio  é  passagem,  por  isso, um meio. 

Essas  falas parecem    rabugizes de  gente  ranzinza  que  se  incomoda  com  quem passa  e se  espicha  para  ver  por  sua janela.  Mas  como  reclamar  se  a  deixamos  aberta?  Fazemos  festas,  escrevemos  em  sitios-praças  publicos  onde  qualquer  um passa  e  vê.

Talvez  sejamos  sedutores .  Atraímos  com  nossas falas  litúrgicas, nossas  promessas  de  entrega  e  palavras  de  acolhimento.  Seduzimos  com  imagens  elegantes  e  escrachadas ,  sensuais  e  chocantes. E  as  festas?  Recebemos  os  convidados  vestidos  de  perversão  e  exibimos  sons  de  dor  e  promessa.

Será  que  “curiosos”  fazem  esforço  mesmo  para   espiar  nossos  jardins?  Ou  os  mantemos  bem  cuidados  para  atrair  aqueles  que  caminham  pelas  calçadas?   Somos  encantadores  , aranhas  em  teias , que  no  fundo  ansiamos  pelo  olhar  curioso,  indagativo  que nos  torna  verdadeiros  mestres.  Ensinamos  com  boa  vontade  e  cuidado. Não? Quantos  manuais, quantas  explicações  escrevemos  todos os  dias?  Quantos  sites  dedicamos  aos  que  chegam?Quantas  horas  discutimos  em  chats  para  explicar  o  que  não  se  entende  mas  sente ?  Somos  anfitriões  bonachões  e  receptivos.  Resmungamos  que  os  novos  nos  incomodam,  qu e povoam  o  meio  de  falsos  isso ,  falsos  aquilo,  mas  qual  velhos  marinheiros  somos  aborrecidos  em nosso  sossego,   amamos  o  novo, os  novos,  os  iniciantes  que  nos  mostram  o  frescor  de  suas  vontades e  medos. Por  que ainda  têm  poesia  no  olhar.

Lua

April 27, 2010

Vejo a lua no meio da cidade.
” Lua de São Jorge, lua maravilha ” ,
lembra Caetano, lembra Jorge ,
lembra…lembra…

Louca de lua,
loba de rua,
imagem selvagem
no céu da cidade.