BDSM-Fronteiras

 

BDSM – Fronteiras

Desenhando o mapa do bdsm, mostrando suas fronteiras a quem ainda nao viu.

É no uso de toda a minha arrogância, prepotência e pedância que ouso traçar rapidamente as linhas das fronteiras do BDSM. (Não adianta me chamarem do que eu já sei…rss.)

Para pensarmos em fronteiras do BDSM, assunto para o qual torcerá o nariz os mais liberais do “oba oba”, primeiro é preciso conceber a idéia de que há territórios vizinhos nas fronteiras do nosso.

Pois bem, um desses territórios vizinhos é o que chamamos de baunilha – e por baunilha devemos entender o sexo convencional, desprovido de fetiches.

Mas basta ter fetiches que já é BDSM? Não. É preciso que o fetiche envolva Dominação, Submissão, Bondage, Disciplina, Sadismo ou Masoquismo, senão tal pessoa é fetichista, termo genérico, e não adepto de BDSM, termo específico.

O mundo dos fetiches é vasto e o adepto de BDSM está contido nele, mas o fetichista não necessariamente estará contido no território BDSM, que é específico da Dominação, Submissão, Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo.

Assim, nem tudo o que não é baunilha é obrigatoriamente BDSM; pode ser também fetichista. O Fetichista nem é baunilha nem BDSM necessariamente.

O adepto de BDSM pode fazer uso de práticas fetichistas? Pode. O que vai determinar se a prática é BDSM é a intenção com que se pratica; se for com fins de manifestar Domínio, Submissão, Bondage, Disciplina, Sadismo ou Masoquismo, é naquele momento uma pratica BDSM.

O outro território vizinho ao nosso é o patológico – e por patológico, sem pretensões técnicas, devemos entender aqui como doença mental que aprisiona o ser, afastando-o do convívio social normal, destruindo a sua vida e requerendo tratamento. O patológico não tem outra opção de satisfação senão aquela e, talvez combinada sua doença com outras, a falta de freios morais e de sentimentos básicos como compaixão, pode vir a ser nocivo aos demais.

Vamos definir, para fins de ilustração, que o baunilha é território de baixo e o patológico é o território de cima. Nós estamos bem no meio, entre um e outro.

A nossa fronteira de baixo é a existência de fetiches, envolvendo o que? A Dominação, Submissão, Bondage, Disciplina, Sadismo ou Masoquismo. A fronteira de cima é o São, Seguro e Consensual, ou qualquer coisa que o valha.

Um adepto de BDSM pode fazer deliciosas incursões no território de baixo, assim como alguém de lá pode vir fazer um tour por aqui, mas não pode, não deve, jamais, ultrapassar a fronteira de cima, assim como não queremos por aqui os habitantes do território de lá.

A nossa única ressalva aos vizinhos de baixo é: Não mudem os nomes das nossas ruas, não pichem os nossos prédios públicos, não tirem a peruca da estátua de São Sade, sejam educados e respeitem-nos, porque depois você vai embora e nós ficamos aqui, com a coisa toda desarrumada, perdidos com as mudanças que você fez, sem reconhecer o nosso próprio território. Tá, mas você jura que não vai, acha que aqui é o seu lugar. Então para que mudar? Se você gostou daqui é porque aqui é assim. Não se justificam as suas mudanças, se quer mudar é porque não gosta e se não gosta, é simples, não venha e não fique, ninguém lhe obriga. Quem lhe disse que aqui era terra de ninguém lhe enganou. Aqui pode tudo, mas dentro das fronteiras, dentro dos limites, e você tem que reconhecê-los. Aqui pode tudo o que pode; o que não pode, não pode. Sacou? Sob pena de perdermos as características que nos identificam como adeptos de alguma coisa.

(Devo a vontade de escrever isso a ana.mmk, cujo o blog tem uma postagem muito interessante, intitulada: “Invasões Bárbaras e o BDSM”.)

Dom Tormentos

 

(postado 14 de agosto.Piratas do BDSM- Reloaded  – Orkut. )

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